Recorda os 25 anos do teu festival
e navega pelos momentos mais marcantes.

  • O início de um sonho chamado Paredes de Coura

    Com 25 edições consecutivas, a caminho da 26.ª, este é um evento com um percurso sem igual em Portugal. Nasceu pelas mãos de um grupo de amigos que apenas queriam “passar um bom bocado” e tornou-se um marco dos festivais de verão. A primeira edição foi preparada em apenas 9 dias com a ajuda da Câmara Municipal e conseguiu levar 2000 pessoas até às margens do Rio Coura. Entre 1993 e 1996 o cartaz contou exclusivamente com nomes portugueses, como Ecos da Cave, Ena Pá 2000 e Tédio Boys, mas logo convidou artistas internacionais a pisar o palco do que viria a ser um dos festivais mais emblemáticos em Portugal.

  • Festival de música 1998

    O Paredes de Coura continua em crescimento, combinando elementos de um evento de pequena dimensão e de um grande festival, com nomes de bandas cada vez mais sonantes e reconhecidos. “Lembro-me especialmente do ambiente familiar que existia na altura entre jornalistas, bandas, produção e organização. [Até tínhamos] um campo de futebol onde jogávamos uns contra os outros. Jornalistas, bandas, toda a gente jogava. [Foram momentos] divertidíssimos” relembra João Carvalho, diretor do festival. Esta ano, passaram pelo festival bandas como Red House Painters, Divine Comedy, Anne Clark e Tindersticks.da organização, nas edições em que o festival dava os primeiros passos.

  • 1999: edição apoteótica

    Suede, Guano Apes, Lamb e Sneaker Pimps foram algumas das bandas que brilharam nesta sétima edição. “Esta é uma das melhores edições na minha opinião. Foi uma edição apoteótica, completamente cheia de gente e que certamente faz parte das melhores noites de sempre dos festivais em Portugal. [Foi a partir daqui] que tivemos a convicção que íamos viver disto durante muito tempo e que a nossa vida ia estar colada ao evento”, comenta João Carvalho. Foi em 1999 que se o festival se definiu como paragem obrigatória no roteiro dos festivais de verão.

  • A luta por um legado

    “Prejuízo” é a palavra que fica associada à edição de 2000. Apesar dos nomes internacionais que figuravam no cartaz – entre os quais se encontrava Mr.Bungle, Flaming Lips e até Coldplay – as receitas não ultrapassaram os gastos como em 1999 e a organização ficou sem saber o que fazer. No entanto, decididos a arriscar e a manter o festival vivo, partiram para 2001 com esperança de poderem inverter os resultados.

  • O ano das estreias

    O estilo nu metal e o metal alternativo ganhava espaço nos tops de vendas em todo o mundo e o festival recebeu alguns dos nomes mais sonantes do género. Stone Temple Pilots, Papa Roach, e a primeira vez de Queens of the Stone Age em Portugal, marcaram 2001 como um ano de estreias para o Festival Paredes de Coura.

  • Uma das maiores enchentes de sempre

    Em 2002 o género musical metal continuou a vingar em Paredes de Coura. Nomes como Korn, Puddle of Mudd e Incubus fizeram as delícias do público. “Admito que o concerto dos 'Korn' foi um dos momentos apoteóticos do festival. Registou uma das maiores enchentes de sempre. Há, aliás, uma imagem maravilhosa registada na altura, filmada com uma grua, em que se vê uma grande cumplicidade entre público e banda. Toda a gente de braços no ar, tudo a obedecer ao que o líder dos 'Korn' pedia”, relembra o diretor do festival.

  • Regresso às origens

    Em 2003, o festival começa a “encarreirar” para o lado que a organização pretendia. Nesta edição decidem apostar num alinhamento “próximo” do ideal, próximo do que pretendiam que fosse o Paredes de Coura. Foi uma aposta certeira, que ditou uma das edições que melhores memórias traz. O cartaz contou com grandes nomes como Yeah Yeah Yeahs, PJ Harvey, Queens of the Stone Age e Placebo.

  • “Paredes de Coura também é isso, história.”

    A edição de 2004 trouxe um dilema: debaixo de forte chuva os míticos Motörhead fazem história e levam o público ao rubro com Ace of Spades, mas a tempestade que assombrou o festival leva novamente a organização a questionar a sua continuidade. Apesar de todo o azar a organização não está disposta a desistir e em 2005 preparam aquela que se tornou “uma das melhores edições”.

  • Nova alma

    2005 tornou-se o ponto de viragem, a edição de afirmação do Paredes de Coura. Pela primeira vez não contou com qualquer tipo de patrocínio e compõe um cartaz de luxo que leva novamente o festival à ribalta. Foo Fighters, Pixies, Arcade Fire, Queens of the Stone Age e até Nick Cave foram alguns dos nomes convidados a participar no renascer do Paredes de Coura.

  • Afirmação de Coura

    “Foi exatamente a partir de 2005 que decidimos ‘ok, não há mais bandas que não façam sentido, bandas que não ouvimos em casa, que não se identifiquem com a nossa filosofia musical.” 2006 foi mais um ano com um cartaz de excelência, coroado por actuações de Morrissey, Yeah Yeah Yeahs, Broken Social Scene e os americanos The Cramps.

  • Sonic Youth a fazer história

    O festival Paredes de Coura é feito de histórias e a edição de 2007 não fugiu à regra. “Os grandes, os geniais, 'Sonic Youth', um dos sonhos antigos do festival, uma banda que queríamos trazer há muito tempo e que conseguimos finalmente.” A partilhar a ribalta com os norte-americanos estiveram New York Dolls, Dinosaur Jr e Babyshambles.

  • Primeira e única passagem de Sex Pistols em Portugal

    A edição de 2008 destacou-se pela estreia dos lendários Sex Pistols, marco que encheu de orgulho a organização do festival. Aos criadores do lema “God Save the Queen” juntaram-se outros grandes nomes como Primal Scream, dEUS e The Editors.

  • Os artistas que são fãs

    “Em 2009 recordo-me dos ‘Nine Inch Nails’ e ‘Franz Ferdinand’. [Estes últimos] gostaram tanto de estar cá que andaram anos a querer voltar, e [dos Nine Inch Nails] lembro-me dos elogios de Trent Reznor ao festival.” Foi também possível assistir a The Temper Trap, Jarvis Cocker e Peaches, mas sem nunca esquecer o panorama nacional com Mundo Cão, Foge Foge Bandido e Sean Riley and the Slowriders.

  • “Edição à Paredes”

    Em 2010 o festival volta a afirmar-se “sem pressões e sem sugestões de fora”. The Cult, Klaxons e The Prodigy foram alguns dos nomes que passaram pelas margens do Rio Coura.

  • Festival Paredes de Coura

    Mais uma edição com um cartaz fortíssimo com Pulp, Death from Above 1979, Kings of Convenience e Metronomy, entre outras bandas de renome (inter)nacional.

  • O regresso de Ornatos Violeta

    A edição de 2012 volta a ser um marco na história do festival. Depois de tantas estreias nacionais e internacionais ao longo dos anos, a organização consegue confirmar a presença de uma banda portuguesa afastada dos palcos há anos: os Ornatos Violeta. “Tivemos os ‘Kasabian’, uma banda que dispensa apresentações, os 'dEUS', que já tinham estado em Paredes de Coura, mas também 'The Temper Trap', 'Japandroids' e 'Tune-Yards', uma grande sensação nesse ano, um dos concertos que mais saltou à vista, e os 'Ornatos Violeta'. Uma banda portuguesa de carreira, que não tocava há muitos anos e que nós, durante anos, andámos a insistir para voltar.”

  • Amores e ódios de The Knife

    Apesar de alguma dificuldade em manter um cartaz de luxo, o Festival Paredes de Coura conseguiu manter o estatuto de um dos melhores festivais de verão Portugueses. Este foi o ano que trouxe The Knife, Echo and the Bunnymen, Justice, Alabama Shakes, Hot Chip e os The Vaccines.

  • Regresso de Franz Ferdinand

    O tão querido regresso de Franz Ferdinand aconteceu ao 2014, 5 anos após a estreia nos palcos de Paredes de Coura. Mas os escoceses não foram os únicos a marcar esta edição do festival, as enormes actuações de Beirute, Chvrches, James Blake, Cut Copy contribuíram para mais um histórico ano de música em Paredes de Coura.

  • Edição esgotada

    O ano de 2015 marcou para sempre a história do festival. Com um dos melhores cartazes de sempre o Festival Paredes de Coura esgota pela primeira vez. O que começou como um pequeno evento organizado por um grupo de amigos tornou-se num festival de paragem obrigatória. Nesta edição, milhares pessoas visitaram a Praia Fluvial do Taboão e assistiram a um cartaz recheado de grande artistas como Tame Impala, Lykke Li, TV on the Radio, The War On Drugs, Slowdive, Father John Misty, Charles Bradley Ratatat e Mark Lanegan.

  • O ano de LCD Soundsystem

    12 anos após a primeira actuação no Festival, o grupo de James Murphy assinou uma prestação explosiva. O muito aguardado regresso dos LCD Soundsystem a Portugal foi presenciado por cerca de 24 mil pessoas numa edição por onde também passaram Chvrches, Cage The Elephant, The Vaccines e The Tallest Man on Earth.

  • A música é para toda a vida e este festival também.

    A música é para toda a vida. E a 25ª edição do Vodafone Paredes de Coura também. O festival mais antigo de Portugal continua a promover as novas sonoridades e a contar com os artistas mais consagrados para compor mais um cartaz fantástico.